quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Friedrich Nietzsche - Amor e Ódio

Depende do dia, do trânsito e de muitas outras coisas. Às vezes, te amo e chego a chorar com teus pensamentos. Outras tenho raiva e não consigo te colocar em contexto de época, período histórico e tal.
Mas vale dizer que o que de ti odeio também me ajuda a melhorar como pessoa. Esse excerto de Além do bem e do mal traduz um pouco disso:
O vaidoso se alegra de cada opinião boa que ouve sobre si (independente de qualquer ponto de vista de utilidade, e também não considerando se é falsa ou verdadeira), assim como sofre de qualquer opinião ruim: pois ele se submete a ambas, ele se sente submetido a elas, por esse antigo instinto de submissão que nele irrompe. - É o "escravo" no sangue do vaidoso, um vestígio da manha do escravo - e quanto de "escravo" ainda resta hoje na mulher, por exemplo! - que procurava sedutoramente obter boas opiniões sobre si; é também o escravo que em seguida se prosterna perante essas opiniões, como se jamais as tivesse provocado. - Seja dito mais uma vez: a vaidade é um atavismo.